O blogue da AWS

Estudo de caso: Mercado Bitcoin

“Nós temos um auxílio muito grande para reduzirmos os nossos custos com a empresa. Isso aumenta ainda mais a nossa confiança na Amazon e faz com que a gente migre cada vez mais serviços. Já reduzimos o nosso custo em 30% e vamos reduzir ainda mais”

– Rodrigo Batista, CEO do Mercado Bitcoin.

 

Maior companhia de compra e venda de moeda digital da América Latina, o Mercado Bitcoin já nasceu na nuvem e cresceu sua base de clientes em 60% só este ano, atingindo 160 mil usuários cadastrados. Desde o ano passado, quando a Bitcoin teve uma valorização de 120%, base de clientes da empresa e os acessos ao site cresceram muito. Mas os sócios do Mercado Bitcoin já estavam preparados, desde 2014, quando contrataram serviços essenciais da Amazon Web Services para suportar, com segurança, escalabilidade e total estabilidade, a demanda crescente de cadastros, acessos e transações milionárias feitas por meio de sua plataforma.

Sobre a Mercado Bitcoin 

O Mercado Bitcoin, criado em 2011 como site para intermediação de compras e vendas de moedas digitais, é considerada umas das fintechs mais promissoras do país, com mais de 160 mil usuários – número bastante impressionante se comparado com a Bovespa, que tem uma base de 500 mil clientes. A companhia integra o programa de aceleração da Endeavor, a maior organização de apoio a empreendedores de alto impacto.

Com o aumento da confiança dos usuários na segurança das chamadas criptomoedas, que asseguram transações financeiras online, o Mercado Bitcoin operou, só em 2015, R$ 35 milhões em moedas virtuais. Este ano, só no mês de junho, foram R$ 15 milhões. Apresentando lucro desde 2014, o Mercado Bitcoin obtém receita de suas taxas de intermediação que totalizam em média de 2%, e tem apenas seis funcionários em seu escritório em São Paulo. A companhia já reportou receita de 1,4 milhões em 2015, e espera chegar a 2,1 milhões até o fim de 2016.

O Desafio

Com a valorização da Bitcoin nos últimos anos, a empresa teve um crescimento muito rápido e ganha, diariamente, cerca de 400 usuários. Só em julho deste ano, o Mercado Bitcoin chegou a ter um pico de 1.300 novos cadastros em apenas um dia. Desde 2014, o sócios se preocupavam em se antecipar ao crescimento da demanda e reforçar sua infraestrutura na nuvem. A companhia já estava hospedada na nuvem AWS, mas buscaram a partir de então serviços que garantissem escalabilidade e segurança. Como em toda empresa de Fintech, segurança sempre foi uma necessidade primordial para o Mercado Bitcoin, já que o site é alvo constante de ataques no mundo todo.

Desde 2015, o Mercado Bitcoin começou a expandir seus negócios com os produtos Amazon, ampliando a arquitetura da nuvem de forma sofisticada, com auxílio dos arquitetos de solução AWS, que orientaram a jornada da empresa na nuvem antes mesmo dos picos de demanda provocados pela valorização da moeda virtual.

“A gente começou trabalhar para conseguir que nossa infraestrutura suportasse a mudança de demanda de forma mais preventiva. Com a AWS, a gente não teve mais problemas: mesmo com um crescimento de demanda três vezes maior, e um faturamento até cinco vezes maior, o sistema não deu um ‘soluço’. O sistema trabalhou plenamente, mesmo com todas essas mudanças”, comemora o Gerente de TI da empresa, Maurício Chamati. “A gente parou de ter problemas de segurança, e melhoramos muito a entrega de qualidade com o nosso e-mail, além de muitos outros serviços que nós passamos a usar que melhoraram muito nosso sistema.”

Por que Amazon Web Services?

A facilidade no uso dos serviços, a agilidade na migração e a confiança na robustez da estrutura global da Amazon Web Services foram fatores decisivos para o Mercado Bitcoin optar por ampliar seus negócios com a Amazon. Os sócios nem procuraram concorrentes, pois já utilizavam os servidores AWS e apostaram na contratação dos produtos mais vantajosos para para seu o negócio, segundo Maurício Chamanti.

“A grande mudança foi mesmo quando ampliamos a gama de serviços que a AWS oferece. Nós melhoramos a parte de segurança, utilizando chave, utilizando controle de acessos, e ainda estamos melhorando ainda mais a arquitetura”, revela Maurício Chamati. “Para a gente, colocar alguma coisa na nuvem é sempre muito rápido, basta um planejamento de dois a três dias, e já está pronto.”

Para o CEO Rodrigo Batista, a nuvem da AWS é a única capaz de apoiar pequenas empresas, que não teriam condições de existir com servidores próprios, que exigem alto investimento inicial. “Existem modelos de negócio que hoje existem e que simplesmente não existiriam se não fosse a computação em nuvem. Porque o custo é muito mais barato, e você ainda consegue diminuir ao longo do tempo. Então principalmente para empresas iniciantes, nem existe outra forma de fazer sem a Amazon, é o melhor custo-benefício.”

A infraestrutura do Mercado Bitcoin já utiliza mais de 15 serviços AWS, muitos deles para melhorar a segurança nas operações financeiras do portal.

“O que a gente mais utiliza é o Amazon EC2, mas usamos também o Amazon Lambda e o Amazon S3. Em alguns pontos nós usamos o Amazon CloudFront, usamos ainda o Amazon VPC, Amazon Route53, Amazon CodeDeploy nós também estamos implantando. Usamos também o Amazon CloudWatch, Amazon CloudFormation, Amazon CloudTrail, AWS Trusted Advisor, que nos ajuda bastante, e o Amazon IAM (Identity e Access Management). Usamos ainda o Amazon Inspector e o Amazon Certificate Manager, além do Amazon SES para o nosso e-mail.”

Os Benefícios

Segundo Maurício Chamati, o principal benefício dos serviços AWS são o conforto que ele dão, tanto pela configuração, que é simples e fácil de usar, quanto pela robustez.

“Hoje quando eu coloco alguma coisa na Amazon, eu tiro essa preocupação com a infraestrutura, ele roda totalmente livre de problemas. Então eu tenho tempo para trabalhar em outras coisas e focar no meu negócio”, explica o Gerente de TI. “Eu não vejo hoje como você ter um negócio e não estar na nuvem. Eu não saberia nem como começar sem a nuvem. É fundamental estar na Amazon, ter os serviços que a nuvem oferece, e eu não vejo outra forma de ser feito. Nós conseguimos com a AWS tudo muito mais barato, mas com a qualidade profissional de empresa grande.”

Com a AWS, o Mercado Bitcoin simplifica seu negócio, e ainda economiza tempo e dinheiro. “Se você for fazer uma API, por exemplo, o tempo que você levaria para fazer em casa e o tempo que você leva para fazer no Amazon API Gateway é muito mais rápido. O Amazon Aurora, por exemplo, é um banco com custo baixíssimo e de alta qualidade”, diz Maurício Chamanti. Segundo o Gerente de TI, outra vantagem é o desenho de segurança da AWS.

A redução de custos também foi impressionante, segundo Rodrigo Batista. “A gente reduziu o custo em mais de 30% e estamos reduzindo ainda mais, e eu acho que vamos chegar a até 50%, com essas mudanças até o fim do ano”, diz O CEO. Segundo ele, a orientação dos arquitetos da Amazon também foi essencial para otimizar os custos do Mercado Bitcoin. “A gente gastava mais e gastava mal. Hoje nós conseguimos aumentar a capacidade em 300%, e reduziu o custo em quase 40%. E eu acho que esses números vão ficar ainda melhores.”

Segundo Rodrigo Batista, é importante ter um suporte para que os investimentos da empresa na nuvem se paguem no futuro, além da possibilidade de testar os serviços sem pagar nada por isso. “Uma coisa que me impressiona, até como um dos administradores da empresa, é o modelo de negócios da Amazon. Nós temos um auxílio muito grande para reduzirmos os nossos custos, e isso aumenta ainda mais a nossa confiança e faz com que a gente migre cada vez mais serviços. É um modelo até contra-intuitivo: a empresa para a qual a gente paga ‘x’ mil dólares está nos ajudando a pagar a metade disso.”

Próximos Passos

O Mercado Bitcoin já está testando e ampliando sua infraestrutura na AWS e, até o fim deste ano, vai agregar ainda mais serviços. A empresa adapta suas instâncias na nuvem de acordo com as necessidades do negócio com muita facilidade, e com a ajuda dos experts da AWS, conseguem atingir ainda mais economia e qualidade.

“Nós já estamos trabalhando para colocar o Amazon Aurora, ou seja, a gente vai deixar de usar um banco da forma antiga, que nós tínhamos uma máquina rodando com SQL, e vamos passar a usar também o Amazon RDS, com o Aurora distribuído, além do Amazon ElastiCashe. Nós também estamos migrando todos os nossos servidores para a Virgínia, para a latência ser ainda menor, já que hoje estamos em Oregon. E também estamos trabalhando todo o security by design, montando o Amazon CloudFormation, tudo de forma diferente. Vamos passar a usar o Amazon API Gateway e Amazon Device Farm, que estão no plano para este ano. Nós já estamos em testes e vamos começar a utilizar em pouco tempo”, conta o Gerente de TI.