Para nós, migrar para a nuvem trouxe três vantagems essenciais: flexibilidade, capacidade de crescimento e possibilidade de reduzir drasticamente nossos custos. Hoje seria difícil imaginarmos nossos sistemas SAP, com a arquitetura da nossa aplicação, sem a a estabilidade que a AWS nos oferece.
Fábio Martins de França Gerente de TI da Piracanjuba

Com 62 anos de mercado e ocupando a posição de 13ª marca mais presente nos lares de todo o país, a Piracanjuba é uma das empresas pioneiras no processo de transformação do agronegócio no Brasil. E mesmo com toda essa tradição a empresa avança cada vez mais em direção a novas tecnologias, alcançando ganhos expressivos em produtividade.

Nacionalmente reconhecida por sua atuação no mercado de laticínios, a empresa agora inova na gestão com a migração de seus sistemas mais vitais para a nuvem da Amazon Web Services. A Piracanjuba hospeda hoje 90% de toda a operação na nuvem. Somente com a migração do sistema SAP, com uma arquitetura inovadora, a empresa reduziu drasticamente o custo e o tempo necessário para realizar atualizações e criar novos ambientes.

Estudo de caso AWS: Piracanjuba

Fabio de França

A marca Piracanjuba pertence à Laticínios Bela Vista, com um portfólio com mais de 130 produtos, distribuídos nas marcas Piracanjuba, Pirakids, LeitBom, Chocobom e Viva Bem. Os itens são comercializados em todas as regiões do Brasil.

A empresa reúne cinco unidades fabris próprias e uma terceirizada, localizadas em Bela Vista de Goiás (GO), Dr. Maurício Cardoso (RS), Governador Valadares (MG), Itapetininga (SP), Maravilha (SC) e Sulina (PR). Juntas, as fábricas têm capacidade de processar mais de cinco milhões de litros de leite por dia, mobilizando 2.500 colaboradores diretos.

A empresa é uma das quatro maiores indústrias de laticínios do Brasil e tem recebido importantes premiações e reconhecimentos nacionais e internacionais relacionados à marca Piracanjuba, aos produtos e à gestão, fundamentada em valores sólidos, como ética, valorização das pessoas e responsabilidade socioambiental.

Localizada no centro oeste do Brasil, na cidade Bela Vista de Goiás, a 55 quilômetros da capital Goiânia, a Piracanjuba enfrentava problemas de estabilidade no sistema SAP e precisava expandir seu data center em curto prazo. O desafio era grande: tinham apenas 120 dias para todo o processo e já não havia tempo para importar máquinas de alta capacidade.

A distância dos grandes centros urbanos também era um desafio: a região sofre com instabilidade no fornecimento de energia, com quedas entre 3 e 4 vezes por ano, chegando a deixar o SAP da empresa totalmente indisponível por horas.

Entre a decisão de investir em um sistema on premise ou migrar para a nuvem, os gestores de TI da empresa optaram pela AWS ao perceberem que, além de evitarem um alto investimento inicial, não tinham prazo suficiente para desenvolver o projeto com eficiência e segurança.

“Precisaríamos de quatro máquinas de SAP Hanna com um custo estimado de R$ 450 mil - um total de R$ 1,8 milhão nos próximos três anos”, explica Fábio Martins de França, Gerente de TI da Piracanjuba

A Piracanjuba escolheu a Amazon Web Services após pesquisar diversos players do mercado. No entanto, explica Dan Rezende, Analista de Sistemas da Piracanjuba, era necessário um parceiro de tecnologia com cobertura nacional, fundamental para uma empresa com core business no centro do país. E fora do eixo Rio-São Paulo, somente a Amazon Web Services atendeu as necessidades do projeto da Piracanjuba.

“Já havia trabalhado antes com a Amazon Web Services e sabia que era a melhor solução. Já no primeiro teste sobrou espaço para crescer o ambiente de produção. Neste processo tivemos um novo projeto com ainda mais demanda. Ficou evidente que precisávamos de um ambiente altamente escalável como o da AWS”, destaca Dan Rezende.

Entre as operações da empresa hospedadas na AWS estão o próprio site institucional, que também enfrentava problemas de instabilidade. Com o sucesso da migração do SAP da Piracanjuba, a empresa decidiu hospedar na nuvem diversas outras operações, como sistemas internos de apoio, pagamentos, antivírus, monitoramento, software de roteirização e a folha de pagamento.

A Piracanjuba também inovou no próprio uso do SAP, que foi configurado de forma a reduzir gastos em determinados horários e otimizar a operação.

A Piracanjuba tem hoje 50 instâncias Amazon EC2 rodando diariamente. A empresa utiliza ainda uma extensa gama de soluções AWS como o Amazon Simple Storage Service, AWS Lambda, Amazon CloudWatch, AWS CloudTrail, Amazon QuickSightElastic Load Balancing, Amazon WorkSpaces, Amazon CloudFront, AWS Storage Gateway, Amazon Route 53, Amazon Relational Database Service, Amazon Elastic File System, Amazon GuardDuty e Amazon API Gateway.

Além da redução de custos, o sucesso da migração do SAP inspirou a mudança também para outros sistemas da Piracanjuba.

“Hoje seria difícil para a gente imaginar a arquitetura da nossa aplicação sem a mobilidade e a flexibilidade que a AWS nos permite. Para provisionar um ambiente de testes nós levaríamos dias ou até meses em um datacenter on premise”, explica Dan Rezende. “Em questão de minutos, nós subimos o ambiente, escalamos e fazemos as validações necessárias de modo muito mais estável, ágil e escalável”.

A equipe de TI da Piracanjuba se beneficia ainda dos treinamentos oferecidos pela AWS.

“Um diferencial grande para a gente foi o atendimento e a proximidade. Nós tivemos um excelente suporte por parte dos arquitetos da AWS, que nos apoiaram bastante, tirando dúvidas e nos munindo de documentações que nos ajudaram a utilizar melhor a nuvem. Nós participamos de treinamentos e isso foi fundamental para que a gente entendesse e conseguisse utilizar mais recursos”, comenta Dan.

Além disso, das 24.000 horas anuais utilizadas pela equipe de TI da Piracanjuba, estima-se que 8.500 (34%) delas passaram a ser economizadas após a migração para a AWS. Isso permite que a equipe concentre seu tempo em ações mais estratégicas para o negócio, deixando de lado atividades táticas, como planejamento de capacidade, gerenciamento de instalações, compra e implantação de servidores, entre outras. As atividades que apresentaram maiores economias foram gestão de projetos de infraestrutura (64%) e engenharia de rede (62%).

A inovação da Piracanjuba na nuvem está apenas começando. Nos próximos meses a empresa vai ampliar o treinamento do time de tecnologia nas ferramentas AWS e quer contratar ainda mais serviços. A Piracanjuba já analisa uma solução para dar mais velocidade na construção e utilização do seu Data Lake. O projeto já está em testes junto ao time da AWS Professional Services.

“Esse é o primeiro passo para começar a usar as tecnologias de Inteligência Artificial e de análise de dados”, destaca Fábio Martins de França. “Nós já passamos pelo primeiro estágio de nuvem, que é o de usar a infraestrutura como serviço. Agora nós queremos passar para os próximos níveis de solução. Vamos começar a utilizar Containers, soluções em arquitetura Serverless e até mesmo pensar em mais otimizações de custos do nosso sistema”, adianta Fábio.

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