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2026

iFood usa Amazon EKS para processar até 60 milhões de requisições por minuto

Entenda como o iFood, plataforma digital que conecta consumidores e parceiros, incluindo restaurantes, mercados, farmácia, pet e lojas de conveniência reduziu em 40% seus custos com kubernetes.

Benefícios

80%
de redução de carga operacional
67%
de redução no tempo de escala
35%
de aumento na resiliência do ambiente
40%
de redução nos custos de kubernentes

Overview

O iFood, referência em delivery na América Latina, iniciou a migração de sua infraestrutura autogerenciada do Amazon EC2 Kubernetes para o Amazon EKS. O projeto se concentra em três objetivos principais: melhorar a resiliência da plataforma (disponibilidade de 99,9%), melhorar a eficiência operacional (20% de redução de despesas gerais) e economia de custos. Por meio da capacitação abrangente em EKS Fleet Management, Platform Engineering e Karpenter, as equipes do iFood adquiriram experiência para acelerar sua jornada de adoção. A migração começou com a carga de trabalho crítica Faster, que processa mais de 60 milhões de requisições por minuto.

Sobre o iFood

Empresa brasileira de tecnologia, o iFood tem o objetivo de conectar milhões de consumidores a restaurantes, mercado, farmácias, pet, conveniência em geral por meio de entregadores. O iFood movimenta 0,64% do PIB nacional e gera cerca de 1,07 milhões de postos de trabalho, diretos e indiretos.

Oportunidade | Modernizando o ambiente e reduzindo custos

Referência em delivery na América Latina, o iFood é uma empresa de tecnologia que conecta milhões de consumidores a restaurantes, mercado, farmácias, pet, conveniência em geral por meio de entregadores. A companhia utilizava uma série de serviços da AWS não gerenciados por seu time. “Rodávamos processos gerenciados por questões históricas”, lembra o SER (Site Reliability Engineer) Manager do iFood, Lucas Nogueira, lembrando que, com o crescimento, o modelo passou a apresentar desafios em relação a custos e gerenciamento.

Segundo Henrique Dalssaso, Staff SRE do iFood, a complexidade da operação vinha crescendo rapidamente. “Saímos de 10 ou 12 clusters produtivos em 2020 para 40 — e, considerando os ambientes de homologação, chegamos a cerca de 60 clusters. Era muita coisa para um time de apenas nove pessoas gerenciar manualmente”, lembra.

 

O volume de processamento também crescia. “No Faster, uma de nossas unidades de negócio voltada à análise de perfil de usuários, registramos em média 20 milhões de requisições por minuto, chegando a 60 milhões nos picos”, detalha Dalssaso, lembrando que o ambiente chegou a contar com um cluster com mais de 1,5 mil nodes no ar.

 

Para Nogueira, havia uma necessidade estratégica de migrar essa estrutura para o Amazon Elastic Kubernetes Service (Amazon EKS). “Além do custo operacional elevado, havia a necessidade de tirar o time da sustentação de tecnologias legadas e colocá-lo em uma atuação mais estratégica, agregando valor. Por isso, priorizamos migrar tudo o que fosse possível para a AWS”, diz.

Solução | Adotando o Amazon EKS como serviço gerenciado

De acordo com Dalssaso, uma vez identificada a necessidade de migração, a decisão pelo Amazon Elastic Kubernetes Service (Amazon EKS) foi um passo natural dentro da estratégia tecnológica do iFood. “Escolhemos o Amazon EKS porque já estávamos na AWS e era a evolução natural, já que toda a nossa infraestrutura hoje roda na AWS. Já tínhamos decidido não mais gerenciar a parte mais complexa do Kubernetes, então adotar um serviço que cuidasse disso fazia total sentido”, conta.

Daniel Requena, Principal SRE do iFood ressalta que o movimento só ocorreu depois de uma avaliação criteriosa, já que, por conta do volume de processamento, havia receio na adoção de um serviço gerenciado. “Mas a AWS nos apoiou em todo o processo, nos ajudou a fazer benchmarks e a comprovar que a solução estava madura para nos atender”, diz.

Desta forma, a migração envolveu ainda diversos componentes técnicos conectados ao Amazon EKS, construindo uma arquitetura que hoje conta com serviços como o Karpenter, o Bottlerocket, o EKS POD Identity Association e o EKS Node Monitoring Agent.

O projeto foi iniciado de fato em março de 2025. O primeiro cluster a ser migrado foi o que atendia o Faster, uma unidade crítica que concentrava grandes volumes de processamento, movimento que foi concluído em setembro do mesmo ano. Mas este é apenas o início. De acordo com Nogueira, a expectativa da companhia é migrar toda a infraestrutura do iFood para o novo serviço até outubro de 2026. “Vamos levar nossos cerca de 60 clusters para o Amazon EKS em apenas um ano”, revela.

Para que esta primeira migração ocorresse sem falhas, Requena reforça o papel da colaboração e o engajamento de várias áreas, com a participação de pelo menos uma pessoa de cada time envolvido. Deste processo, participaram os times de desenvolvimento, monitoramento, resiliência, cloud, infraestrutura, tráfego, base de dados, segurança etc., totalizando mais de dez equipes, além do time de runtime, que orquestrava todo o processo.

Resultado | Criando novos nodes em segundos

Mesmo com o processo de migração das demais áreas em andamento, os resultados obtidos com os processos da Faster no Amazon EKS são animadores. De acordo com Lucas Nogueira, a migração trouxe ganhos expressivos de eficiência, com uma redução significativa do volume de horas dedicadas à carga operacional, além de uma queda relevante nos custos, com uma redução de 7% no custo total do ambiente do iFood na AWS.

Entre os resultados mais evidentes, Duran Lopes, Sênior SRE destaca a otimização do tempo e o impacto financeiro. “O tempo de upgrade de um cluster caiu de 1h30 para apenas 20 minutos, enquanto o tempo para a criação de um node, que antes era de cerca de 1 minuto, caiu para 20 segundos, o que é essencial para lidar com os picos de almoço e jantar.

Outro benefício do projeto foi a modernização do ambiente, o que permitiu a adoção de serviços como o Karpenter e o Bottlerocket. “Com esse conjunto, hoje conseguimos provisionar um cluster em 40 minutos, contra cinco horas no modelo anterior. A migração não foi apenas técnica, foi uma modernização completa da plataforma”, afirma Dalssaso, citando ainda 67% de redução do tempo de escala, 80% de redução na carga operacional (criação, upgrade e manutenções em geral dos clusters), crescimento de 35% em resiliência e queda de 40% nos custos com kubernetes.

The iFood logo in red with stylized text and a smiley arrow underline, representing the food delivery company.
A AWS nos apoiou em todo o processo, nos ajudou a fazer benchmarks e a comprovar que a solução estava madura para nos atender.

Daniel Requena

Principal SRE do iFood

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