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O que é migração de aplicações?

O que é migração de aplicações?

A migração de aplicações é o processo de mover aplicações de um ambiente para o outro. Tradicionalmente, as aplicações eram hospedadas em data centers on-premises ou instalações de colocalização, o que criava ineficiências na escalabilidade, na atualização e na manutenção dos aplicativos. A migração de aplicações move aplicações para uma infraestrutura baseada em nuvem mais flexível para melhoria da performance e da experiência do usuário. Isso envolve a configuração de novos pipelines de implantação ou até mesmo a reescrita e a reestruturação de aplicações para se beneficiar totalmente dos serviços em nuvem. A migração de aplicações exige um planejamento adequado e uma abordagem sistemática para minimizar as interrupções nos negócios.

Quais são os benefícios da migração de aplicações?

As organizações optam por migrar as aplicações de software do ambiente on-premises para a nuvem por vários motivos. 

Flexibilidade

Ao migrar aplicações para a nuvem, é possível acessar os recursos computacionais necessários com facilidade. Em vez de executar as workloads em servidores on-premises, você usa tecnologias de nuvem para virtualizar o ambiente de computação necessário. Por exemplo, você pode redimensionar a capacidade de computação para as aplicações no Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2) a fim de atender a requisitos variáveis. 

Com a migração para a nuvem, também é possível implantar workloads em locais mais próximos dos usuários finais. A arquitetura distribuída do ambiente de nuvem melhora a performance das aplicações porque as aplicações e os dados são mantidos em locais geograficamente mais próximos dos usuários finais que os consomem. Além disso, você pode instalar com facilidade módulos adicionais, como um balanceador de carga e uma rede de entrega de conteúdo (CDN), para aprimorar ainda mais a capacidade de resposta e a disponibilidade da aplicação. 

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Eficiência de custos

Com a migração de aplicações, você pode obter economias significativas ao minimizar o investimento de capital. Em vez de investir e manter equipamentos de computação dispendiosos, você assina ferramentas e ambientes de computação em nuvem em planos de pagamento conforme o uso. Os provedores de nuvem gerenciam totalmente os sistemas operacionais, os bancos de dados e as outras infraestruturas de TI, o que reduz significativamente os custos de licenciamento e de manutenção da infraestrutura. Você pode otimizar custos e gerenciar riscos ao escalar suas ofertas digitais para os usuários finais.

Acesso a tecnologia avançada

A migração de aplicações vai além de mover aplicações de software do ambiente on-premises para a nuvem. Algumas organizações deslocam as workloads para acessar tecnologias de última geração, como inteligência artificial, machine learning (ML), blockchain e realidade aumentada (AR). É possível oferecer experiências aprimoradas aos clientes a uma fração do custo. Você também pode explorar novas estratégias de software e manter a competitividade em mercados em crescimento. Por exemplo, você pode usar o Amazon Bedrock para criar e escalar aplicações de IA generativa com mais facilidade na nuvem. 

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Operações aprimoradas

Uma migração de aplicações bem-sucedida pode minimizar as interrupções que afetam a receita da empresa. Com a arquitetura em nuvem, as equipes de DevOps podem configurar pipelines de integração e entrega contínua (CI/D), o que possibilita respostas rápidas a correções de bugs e lançamentos de recursos. A migração de workloads para um ambiente de nuvem também melhora a disponibilidade, a capacidade de recuperação e a segurança dos dados. Por exemplo, é possível migrar aplicações implantadas em máquinas virtuais (VMs) para contêineres com ferramentas destinadas à migração de aplicações. As aplicações em contêineres são mais fáceis de replicar em ambientes de nuvem, o que garante a disponibilidade do serviço. 

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Saiba mais sobre integração contínua

Quais são as estratégias de migração de aplicações?

As organizações adotam estratégias distintas ao migrar aplicações para a nuvem por conta de complexidades técnicas subjacentes, requisitos computacionais e necessidades comerciais em constante mudança. 

Redefinição da hospedagem

A prática de redefinir a hospedagem, também chamada de mover sem alterações (lift-and-shift), consiste em mover uma aplicação do ambiente atual para a nuvem sem alterações. Nesta estratégia, usa-se serviços de migração para a nuvem com a finalidade de mover diversas aplicações para o novo ambiente sem interromper a prestação de serviços. Com uma estratégia planejada adequadamente, redefinir a hospedagem permite que os usuários continuem acessando as workloads durante a migração. 

Redefinição da plataforma

A prática de redefinir a plataforma, também chamada de mover e redefinir (lift-and-reshape), consiste em uma abordagem que remove uma aplicação da plataforma atual e a transfere para a nuvem. Com esse método, você executa algumas otimizações para assegurar que a aplicação aproveite os recursos de nuvem no novo ambiente. Por exemplo, você pode transferir um banco de dados SQL atualmente hospedado em um servidor físico para o Amazon RDS para SQL Server com provisionamento, manutenção e escalabilidade de hardware automatizados. Além disso, é possível migrar máquinas virtuais inteiras para a nuvem, encapsulando-as em contêineres. Isso reduz o esforço necessário para modificar as configurações de software atuais ao alternar entre ambientes. 

Refatoração

Com a prática de refatorar, também chamada de lift, tinker e shift, você pode usar recursos nativos da nuvem ao migrar aplicações. Quando você está realizando a refatoração, é possível fazer alterações consideráveis na base de código da aplicação. Também conhecida como a prática de redefinir a arquitetura, esta estratégia é adequada para desacoplar workloads de plataformas físicas. A refatoração requer planejamento, implementação e testes adequados para assegurar que o software revisado seja funcional, independentemente de alterações significativas de código.

Recompra

A prática de recomprar é uma estratégia de migração de aplicações que envolve o descarte de módulos de software existentes e sua substituição por versões mais recentes compatíveis com a nuvem. As organizações usam essa estratégia ao adquirir novos softwares na seção do marketplace destinada à nuvem, porque é financeiramente mais vantajoso do que redefinir a arquitetura de sistemas legados. Quando você opta por recomprar aplicações, beneficia-se do modelo de software como assinatura (SaaS). As aplicações baseadas na nuvem também oferecem recursos criados especificamente para ambientes de nuvem, tais como o acesso remoto, a implantação com tecnologia sem servidor e a manutenção autogerenciada. 

Saiba mais sobre SaaS

Retenção

A prática de reter é um movimento estratégico quando não se tem orçamento ou recursos para migrar a aplicação para a nuvem de imediato. Isso também pode ocorrer caso dependências em cadeia exijam que a aplicação permaneça em seu ambiente on-premises atual por determinado período até que outros módulos de software sejam migrados. Com a retenção, as estratégias de expansão na nuvem oferecem suporte à utilização de recursos de nuvem se a infraestrutura on-premises estiver com a capacidade máxima.

Saiba mais sobre expansão na nuvem

Retirada

A prática de retirar consiste em descontinuar o suporte de uma aplicação em vez de movê-la para um novo ambiente. Você pode optar por retirar uma aplicação caso não existam benefícios comerciais em migrá-la para a nuvem. Por exemplo, algumas aplicações não estão mais em uso, mas continuam a consumir recursos de computação on-premises. Esta abordagem também é viável se o provedor de software tiver descontinuado o suporte para a aplicação. Após a retirada, você pode criar novas aplicações nativas da nuvem do zero ou adquirir novas soluções SaaS que atendam melhor às suas necessidades.

O diagrama apresentado a seguir explica como funciona a preparação para a migração, desde o panorama atual de TI, passando pela descoberta e organização de dados, até as estratégias de migração precedentes.

Qual é o processo de migração de aplicações?

A migração de aplicações bem-sucedida requer uma estratégia bem coordenada entre as diversas partes interessadas. As etapas apresentadas a seguir podem auxiliar você na migração de aplicações para a nuvem.

Realização de uma auditoria técnica

Avalie as aplicações, pilhas de tecnologia, movimentação de dados e metas comerciais atuais para identificar os benefícios e os possíveis riscos da migração. Isso fornece uma visão geral da escala e do impacto da migração na organização e nas operações diárias. Além disso, a auditoria auxilia na identificação de provedores de nuvem que oferecem as tecnologias necessárias para simplificar, gerenciar e automatizar o projeto de migração. 

Planejamento da migração

Em seguida, visualize o resultado final e use a metodologia de trabalhar em ordem inversa para superar as lacunas técnicas entre os ambientes de computação atual e novo. Analise os fatores que influenciam o processo, abrangendo considerações técnicas, comerciais e de segurança. Depois, monte uma equipe que será responsável pela migração de aplicações para implementar e viabilizar as alterações planejadas. A migração de aplicações é um processo complexo e requer uma equipe multidisciplinar composta por administradores de sistemas, desenvolvedores de software, engenheiros de dados, responsáveis pela segurança e outros especialistas de TI. 

Escolha de uma estratégia de migração

Determine qual estratégia de migração atende melhor às metas, prioridades e recursos da organização. Por exemplo, é possível reter aplicações específicas em servidores locais e, ao mesmo tempo, migrar outras para a nuvem. Se você estiver migrando diversas workloads para a nuvem, pode ser preferível optar por uma migração em etapas, visando abrir margem para correções e a continuidade dos serviços. Também recomendamos considerar o prazo necessário para a implementação de cada estratégia. 

Realização de testes adequados

Crie um ambiente de testes para que a equipe responsável pela migração consiga simular o processo antes de realizar a transição. A realização de testes adequados prepara sua equipe para possíveis desafios e permite seguir adiante com confiança. Analise os resultados dos testes para garantir que a integridade dos dados, o comportamento das aplicações e a funcionalidade do sistema permaneçam inalterados na simulação de migração. 

Execução da migração de aplicações

Após a finalização do plano, migre as workloads para o novo ambiente em etapas. Uma abordagem de migração para a nuvem em etapas oferece estabilidade e continuidade de serviço aos usuários das aplicações. Certifique-se de que a equipe responsável pela migração esteja de prontidão para resolver eventuais problemas técnicos que possam ocorrer. Ao mesmo tempo, informe todos os usuários sobre o processo, a duração e os desafios previstos. 

Monitoramento das aplicações migradas

Mantenha o monitoramento da performance das suas aplicações depois de realizar a migração para a nuvem. Notifique a equipe responsável pela migração em caso de interrupções, falhas na integridade dos dados ou qualquer comportamento anormal que impacte a prestação do serviço. Revisite e aperfeiçoe o processo de planejamento da migração de aplicações, se necessário, a fim de otimizar os fluxos de trabalho futuros.

Quais são as práticas recomendadas para a migração de aplicações?

A migração de aplicações é um processo complexo que demanda uma quantidade considerável de tempo e recursos. As seguintes práticas recomendadas tornam a migração de aplicações mais gerenciável:

  • Obtenha o apoio de todas as partes interessadas para fornecer suporte à iniciativa de migração. Comunique os benefícios, as metas e as motivações a toda a equipe, de forma que todos compartilhem uma compreensão comum.
  • Contrate um parceiro de TI externo para complementar sua equipe interna de migração, se necessário. A migração de aplicações e de dados requer competências técnicas que algumas organizações não dispõem. 
  • Realize o backup de todos os arquivos, bancos de dados e aplicações nos ambientes existentes como uma medida de contingência. Use os backups para reverter as alterações caso enfrente problemas durante a migração.
  • Comece com cautela, migrando um pequeno número de workloads que não sejam críticas. Posteriormente, automatize o processo sempre que for viável para conferir escalabilidade às migrações futuras. 
  • Preserve o ambiente de teste para viabilizar a validação de alterações e otimizações posteriores. Isso garante que as equipes responsáveis pela migração possam validar as configurações futuras com segurança antes de enviá-las para o ambiente de produção. 

Saiba mais sobre migração de dados

De que maneira a AWS pode apoiar suas necessidades de migração de aplicações?

Com o AWS Application Migration Service, é possível realizar a migração automatizada das aplicações residentes em servidores com sistemas operacionais compatíveis para a nuvem da Amazon Web Services (AWS). É possível migrar e modernizar as workloads on-premises e em nuvem, bem como acessar recursos compatíveis com a AWS, como a recuperação de desastres e a conversão de licenças. 

O Application Migration Service oferece os seguintes recursos:

  • Redução dos custos de migração ao fornecer uma ferramenta comum para várias aplicações.
  • Possibilidade de migrar workloads para várias regiões da AWS com a finalidade de aprimorar a acessibilidade, a resiliência e a conformidade.
  • Compatibilidade com testes não disruptivos e viabilização da transição para workloads de produção em poucos minutos.  

Comece a usar a migração de aplicações na AWS ao criar uma conta hoje mesmo.

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