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Hospital Sírio-Libanês migra workloads para nuvem AWS

2020

A Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês foi fundada em 1921 por um grupo de mulheres da comunidade sírio-libanesa que chegou ao Brasil no final do século XIX e início do século XX, e é hoje um centro de referência internacional em saúde. Além de atender mais de 120 mil pacientes anualmente, a instituição mantém parcerias público-privadas, projetos de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) e programas de formação e disseminação de conhecimento médico. Há cerca de dois anos, o Hospital iniciou sua jornada para a nuvem AWS, que hoje hospeda uma série de workloads, além de seu Data Lake e da assistente digital Adma.

Over the Shoulder Shot of Senior Medical Scientist Working with CT Brain Scan Images on a Personal Computer in Laboratory. Neurologists in Research Center Work on Brain Tumor Cure.
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A AWS não nos vê como um cliente que eles querem que utilize a nuvem cada vez mais, mas como um parceiro que deve usá-la com consciência e obtendo os melhores resultados. Eles nos ajudam a usar cada vez melhor a nuvem. Por isso confiamos neles e na qualidade do serviço”

Rafael De Lamonica
gerente de arquitetura de TI e inteligência de dados do Hospital Sírio-Libanês

Desafio

Com uma área construída de aproximadamente 100 mil m² no bairro da Bela Vista, em São Paulo, além de um hospital de alta complexidade também em Brasília, o Hospital Sírio-Libanês atende mais de 60 especialidades e conta com mais de 500 leitos. A instituição alia um corpo clínico multidisciplinar a tecnologias de última geração. Ao longo dos anos, acumulou conquistas pioneiras, como a inauguração da primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Brasil, em 1971, e a participação na primeira telecirurgia guiada por robô realizada no hemisfério sul, em 2000.

Pioneiro no uso de tecnologia, em 2018 o Hospital chegou a um ponto crítico em sua jornada de digitalização. De um lado, a instituição estava em um momento de baixa maturidade na utilização de cloud computing, com apenas algumas iniciativas e quase nenhum workload em nuvem. De outro, havia o desejo de reforçar a jornada de digitalização de experiência do paciente e de desenvolver aplicativos para isso.

De acordo com o gerente de arquitetura de TI e inteligência de dados do Hospital Sírio-Libanês, Rafael De Lamonica, havia o entendimento de que a melhor forma de realizar esse processo com sucesso era o uso de cloud computing. “Também entendemos que precisávamos abrir outras iniciativas, como o uso massivo de Advanced Analytics”, diz, lembrando que, até aquele momento, a instituição também não contava com uma área de inteligência de dados.

A área foi criada no ano seguinte e foi o passo inicial para o processo de criação de novas funcionalidades, como um Data Lake. Para tanto, De Lamonica lembra que havia a aprovação da direção para criar a área do zero, mas era preciso definir um parceiro de cloud computing.

Por que AWS

O hospital iniciou, então, uma pesquisa de mercado e optou pela AWS, que além de atender aos requisitos técnicos do projeto, também se preocupou em tornar-se parceira dos projetos que surgiriam. “O diferencial da AWS foi a forma como eles abordaram o hospital, sempre com o objetivo de fazer parcerias. Tivemos a chance de experimentar em um momento em que nosso time de TI conhecia zero de nuvem. Isso nos ajudou a aprender com pouco investimento e foi decisivo para a escolha da AWS como nosso grande parceiro de nuvem”, afirma De Lamonica.

Projetos em andamento

Nesse sentido, foram realizadas várias provas de conceito com o objetivo de entender mais das soluções da AWS e como inovar com baixo investimento. Segundo De Lamonica, a experimentação naquele momento era importantíssima. Ao invés de contratar um time de profissionais especializados em nuvem, a área de TI do hospital achou melhor capacitar seus colaboradores, mas sem perder muito tempo nesse processo. Surgiu aí a inclusão da área de Professional Services (ProServe) na relação entre as duas empresas. “Estabelecemos essa parceria, que acelerou nosso processo de ramp up de nuvem. A partir daí, nosso relacionamento foi se intensificando mês a mês”, diz De Lamonica.

Contando com o auxílio do time AWS Professional Services, o Sírio-Libanês iniciou a migração de seus workloads para a nuvem AWS e a construção de seu Data Lake. Muitos destes processos ainda estão em andamento, mas hoje a instituição conta com todo os seus workloads de produtos digitais rodando na AWS e já iniciou o desenvolvimento de soluções baseadas nessa nova estrutura.

Um exemplo é o desenvolvimento do prontuário eletrônico para atenção primária, que será utilizado pela equipe médica do hospital no atendimento aos pacientes. O foco aqui é trazer uma nova experiência de atendimento para os médicos – que terão todas as informações do paciente em uma única tela. O hospital também colocou no ar em setembro um novo portal para os pacientes e criou um aplicativo, a Adma, para os associados dos planos de saúde que utilizam seus serviços. “No início de outubro, o aplicativo estava disponível para cerca de 10 mil usuários do Itaú e do nosso programa interno de atenção primária, chamado “Cuidando de Quem Cuida”, detalha De Lamonica.

A área também desenvolveu uma plataforma de telemedicina que entrou em operação em julho para um público restrito e que, a partir de agosto, passou a atender os demais setores do hospital, como pronto atendimento e oncologia.

Do lado da infraestrutura, o time de TI do Sírio-Libanês está em pleno processo de migração de seus file servers para a AWS. “Temos um plano de migração quase total. Só não vamos migrar os recursos cuja infraestrutura nós renovamos há pouco tempo. Com isso, 80% de nosso data center vai para a nuvem até o final de 2021. Todos os produtos digitais já nasceram na AWS e o que temos on-premises deve migrar para lá em algum momento”, afirma o executivo.

Além de aplicativos e infraestrutura, o hospital também conta com um Data Lake construído na AWS. De Lamonica lembra que a estratégia de operação definida estabelece que o grupo ao qual o colaborador pertence dá a ele a autorização para acessar o dado. Com isso, o Data Lake do Sírio-Libanês hospeda hoje 100% dos dados do sistema de gestão institucional do hospital, além dos dados de pacientes, clínicas e contas médicas.

Com a entrada em operação do Data Lake, o Sírio-Libanês trabalha agora na definição de sua governança. “Por enquanto, os dados estão disponíveis apenas para os cientistas de dados. Com a governança vamos liberar para todos os usuários”, diz De Lamonica. Para isso, o hospital vai capacitar colaboradores das diversas áreas para sua utilização.

O curso, desenvolvido pela equipe de TI do hospital e dividido em sete módulos, traz recursos básicos de lógica, estatística e programação para que todos possam aprender a extrair dados do Data Lake. A primeira turma, com cerca de 20 pessoas, passou pelo treinamento em setembro. “Depois desse curso é que as pessoas estarão preparadas. Hoje temos cerca de 8 mil colaboradores, mas estamos falando de 700 profissionais das áreas administrativa e de gestão que, no futuro, terão acesso intenso ao Data Lake”, explica o gerente.

Para dar conta de toda a demanda, o Sírio-Libanês utiliza hoje uma série de serviços AWS, entre eles o Amazon API Gateway, AWS Lambda, Amazon EC2 Auto Scaling, Amazon Elastic Container Service (Amazon ECS), Amazon Simple Storage Service (Amazon S3), Amazon Redshift, Amazon FSx, Amazon Athena, Amazon EMR, AWS Control Tower, AWS Glue, Amazon Dynamo DB, Amazon Relational Database Service (Amazon RDS), Amazon GuardDuty, Amazon Detective, Amazon Elastic Container Registry (Amazon ECR), AWS Shield, AWS Storage Gateway, Amazon CloudWatch, Amazon Cognito, AWS Server Migration Service (AWS SMS), AWS CloudFormation, Amazon CloudFront, Elastic Load Balancing, AWS Direct Connect, Amazon Kinesis e o AWS Lake Formation.

Em conjunto, estes serviços formam a seguinte infraestrutura:
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Criação de um Centro de Excelência

Ainda sobre a evolução do uso de nuvem, De Lamonica ressalta que uma preocupação da equipe de inteligência de dados era estabelecer métricas sobre os serviços utilizados, além de garantir o uso de melhores práticas. Parte dessa função será realizada pelo CoE (Centro de Excelência em Cloud), que está sendo desenvolvido com a função de olhar alternativas para otimizar o uso da nuvem na instituição.

Benefícios

Mesmo com pouco mais de um ano do início da migração dos workloads para a nuvem, a equipe do Sírio-Libanês já constata as vantagens obtidas no período. Uma delas diz respeito à velocidade no desenvolvimento e entrega de soluções. “Aceleramos o tempo de desenvolvimento. Na AWS, temos facilidade de criar recursos e isso tem acelerado nosso tempo de entrega em torno de 25% a 30%”, comemora De Lamonica.

O executivo destaca também a disponibilidade e resiliência do ambiente, lembrando que, desde que o Data Lake entrou em operação, não se lembra de ter passado por qualquer indisponibilidade. Mas o que realmente mudou o processo de desenvolvimento do hospital foi a possibilidade de fazer experimentações a um custo baixíssimo. “Hoje conseguimos realizar testes de produtos com algumas dezenas ou centenas de dólares. Também é possível ajustar o investimento de acordo com o momento. Esse ano foi um belo exemplo, em que conseguimos ajustar e balancear de acordo com nossa demanda. Essa possibilidade é a cereja do bolo”, afirma.

Além das vantagens que o uso de uma estrutura elástica e flexível traz para a jornada digital do hospital, De Lamonica diz que o relacionamento com a AWS tem sido um diferencial importante. “A AWS não nos vê como um cliente que eles querem que utilize a nuvem cada vez mais, mas como um parceiro que deve usá-la com consciência e obtendo os melhores resultados. Eles nos ajudam a usar cada vez melhor a nuvem. Por isso confiamos neles e na qualidade do serviço”, diz.

Próximos passos

Mesmo com processos ainda em andamento, o time de inteligência de dados do Hospital Sírio-Libanês já tem definidos os próximos passos no desenvolvimento de sua infraestrutura em nuvem. De Lamonica afirma que o foco é aumentar a proficiência do time em relação aos serviços AWS.

“Concluir o desenho e implantar definitivamente o CoE será fundamental para estabelecermos nossa governança. Isso vai nos dar velocidade para aumentar o uso de nuvem de uma forma organizada, com foco em formação do time e amadurecimento da governança. Queremos ter ao menos um profissional certificado ao mês”, prevê.

Sobre o Hospital Sírio Libanês

O Sírio-Libanês é um centro de referência internacional em saúde. Por meio de suas unidades de atendimento, e também por seus esforços de responsabilidade social, ensino e pesquisa, ajuda um número cada vez maior de brasileiros a ter uma vida melhor e mais saudável. Isso inclui os mais de 120 mil pacientes atendidos anualmente em suas instalações e também cidadãos que se beneficiam da cooperação público-privada, dos projetos de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) e do conhecimento médico disseminado em seus programas de formação. Com uma área construída de aproximadamente 100 mil m² no bairro da Bela Vista, em São Paulo, e um hospital de alta complexidade em Brasília, atende mais de 60 especialidades e conta com mais de 500 leitos.

Benefícios com AWS

  • Tempo de desenvolvimento e entrega de soluções reduzido em 30%;
  • Data Lake disponível 100% do tempo;
  • Baixo custo de desenvolvimento;
  • Investimentos realizados conforme a demanda;


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